MORTE

Morremos a partir do momento em que somos concebidos no ventre materno, a morte é um processo de dissipação do corpo físico, assim como acontece com o perfume da flor, quando sentimos a sua fragrância agradável, na verdade, o olor está se dissipando no ar num processo de extinção.
Nossas células morrem a cada segundo, nossa pele é sempre renovada, nossas unhas e cabelos são cortados e desprezados, nossos órgãos internos e externos vão perdendo o vigor até que chega o momento em que o corpo imaterial se liberta da prisão da mortalidade.

Tal corpo imaterial é constituído de energia, sendo assim, não é mais sujeito à morte, como também não se assemelha ao nosso corpo físico. A nossa mente imaterial é imune às deficiências comuns na mente do ser mortal, ela tem gravados todos os registros captados durante a nossa experiência terrena, e por não estar sujeita às limitações da carne, quando é libertada através da morte, passa a lembrar absolutamente de tudo o que foi vivido.
É por esta razão que as pessoas que vivem a experiência de quase morte, afirmam que viram as suas vidas inteiras passarem diante dos seus olhos como se fossem filmes, isto ocorre simplesmente por terem tido a lembrança perfeita da vida mortal.
A sempre relatada visão de um túnel deve-se ao fato de passarem pelo processo de transição do cérebro inferior e limitado para o cérebro perfeito e ilimitado, portanto, não existem túneis celestiais, mas apenas o ingresso numa nova dimensão.

Quando afirmam que viram entes queridos que já haviam desencarnado, na verdade estão apenas projetando em tais espíritos amigos, as imagens que deles têm registradas em suas mentes, a prova disto é o fato de que se alguém conheceu algum personagem desencarnado quando ele era criança, como criança o vê, mas se o conheceu na idade adulta, como adulto o vê.  
Não podemos ser ingênuos acreditando que manteremos a nossa aparência física quando voltarmos a ser apenas espíritos, pois se um espírito tem dentes, língua, esôfago, estômago e aparelho digestivo, ele precisa de alimentos para manter-se vivo, mas ao reconhecermos que seres imortais e de constituição elevada, são imunes à necessidade de dispositivos para a manutenção da vida, parece óbvio que os corpos espirituais são diferentes daquilo que muitos tentam fazer a sociedade acreditar.
O espírito não precisa de boca, língua, e nem de ar para se comunicar, pois a linguagem celestial não é verbal, ela se dá através do pensamento.

Mas talvez você diga: Ora, eu vi o espírito de tal pessoa que acabara de morrer, e era exatamente como eu o conhecia. Bem, na verdade você identificou tal espírito e logo associou a ele a imagem mental que dele tinha. Se era da raça negra, como negro o viu, se era asiático, como asiático o viu, mas se alguém estivesse ao seu lado e vivesse a mesma experiência, mas não tivesse conhecido tal personagem quando encarnado, provavelmente esta pessoa usaria inconscientemente a imagem que você associou ao espírito, ou simplesmente veria uma silhueta formada por energia. Falo isto por ter tido experiências neste sentido.  

Como espíritos imunes às deficiências e debilidades típicas da mortalidade, nos lembraremos com clareza da nossa vida na carne e  teremos todas as condições de nos avaliar e entender o significado de cada atitude que tivemos quando mortais, e assim poderemos aferir qual foi o nosso nível de aproveitamento do período vivido e então nos tornaremos os nossos próprios juízes, e em seguida novas oportunidades de evolução eterna nos serão ofertadas, mas nunca mais como seres mortais, pois não há retrocesso no plano Divino.
O caminho na estrada da imortalidade é sempre para frente.  

Eduardo de Paula Barreto
16/03/2013